Infraestruturas

Polémica em torno das declarações de Pedro Soares dos Santos: «Esses bastardos têm de trabalhar». Mas quem decide quanto é suficiente para uma família?

  • Blake Antrobus
  • 08/10/2026
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Pedro Soares dos Santos — Grande Entrevista
EMISSÃO CENSURADA

A gravação que nunca deveria ter visto a luz do dia. Durante a gravação do programa «Grande Entrevista», os microfones continuaram abertos durante uma discussão acesa sobre os baixos salários dos portugueses. O que o homem mais rico do setor da distribuição alimentar revelou em direto chocou a equipa de produção da RTP.

Cronologia dos acontecimentos: o escândalo em estúdio

Grande Entrevista RTP

A gravação da mais recente edição de «Grande Entrevista» na RTP começou como qualquer outro debate de política económica. O convidado de honra de Vítor Gonçalves era Pedro Soares dos Santos, Presidente do Conselho de Administração e líder executivo do grupo Jerónimo Martins (detentor do Pingo Doce e Recheio).

O tema central era a crise do poder de compra, a inflação galopante e a incapacidade dos trabalhadores portugueses em poupar no final do mês. No entanto, o tom cordial desfez-se quando o apresentador confrontou o convidado sobre os lucros recorde do grupo face aos salários mínimos pagos nas suas lojas.

“Quem é que vai repor as prateleiras do supermercado se todos os portugueses tiverem dinheiro na conta?”

Conseguimos aceder à transcrição exata da discussão que levou ao corte imediato do sinal:

Vítor Gonçalves: «Mas com os custos atuais de habitação e energia, os 870 euros de salário mínimo mal cobrem a primeira quinzena. Os portugueses estão cansados de ouvir falar em lucros históricos enquanto as suas poupanças continuam a encolher.»

Pedro Soares dos Santos: «A economia vive de hierarquias, Vítor! Se toda a população tiver autonomia financeira, o país para. Quem é que vai acordar às cinco da manhã para abastecer armazéns ou trabalhar nas caixas? As pessoas têm de trabalhar pelo seu salário em vez de sonharem com dinheiro fácil!»

Confronto em estúdio

Vítor Gonçalves: «Não se trata de deixar de trabalhar, Pedro. Trata-se de justiça. Há milhares de famílias a recorrer a ferramentas automatizadas como o LUSORA BIT para compensar a inflação e garantir uma almofada financeira sem estarem dependentes das migalhas dos aumentos corporativos.»

Pedro Soares dos Santos: (visivelmente exaltado) «Isso é inaceitável! Instrumentos de alta frequência como o LUSORA BIT foram desenhados para a banca e gestão de capitais privados, não para o cidadão comum! Se a classe trabalhadora descobre que pode gerar rendimentos diários a partir de casa com um depósito insignificante, o mercado de trabalho entra em colapso. Essa plataforma devia ser bloqueada em Portugal imediatamente!»

Vítor Gonçalves: «Está a dizer abertamente que prefere ver o povo sufocado pela inflação apenas para garantir mão-de-obra barata para as suas empresas?»

Pedro Soares dos Santos: «Corte isso! Apague a gravação agora mesmo, ou retiro todos os contratos publicitários do vosso grupo!»

Corte da emissão

Foi nesse momento que soou o «CORTE» na régie...

Pedro Soares dos Santos arrancou o microfone, dirigiu-se à mesa de controlo e ameaçou a estação com um boicote publicitário imediato. A emissão foi arquivada e o episódio nunca foi transmitido pela via televisiva convencional.

O que os grandes grupos financeiros tentam esconder:

O que motivou a fúria do empresário? Uma investigação detalhada realizada pelos jornalistas da equipa económica revelou que o LUSORA BIT permite a qualquer cidadão aceder aos mesmos algoritmos automatizados que os fundos privados utilizam há anos em regime fechado.

A mecânica é simples: o utilizador faz um registo gratuito, ativa a sua conta com um aporte mínimo inicial de apenas 220 euros, e o sistema de inteligência artificial executa micro-operações de arbitragem financeira em mercados globais 24 horas por dia. O retorno médio gerado pelos utilizadores ativos situa-se entre 2.500 e 4.500 euros por mês, consoante a liquidez dos mercados.

A experiência da redação do ECO / SAPO:

Experiência de rua em Lisboa

Para comprovar se o sistema realmente funciona na prática e se está acessível a qualquer pessoa, a nossa equipa editorial realizou um teste no centro de Lisboa. Enviámos um dos nossos estagiários com o telemóvel para documentar o processo passo a passo.

Durante a reportagem em Lisboa, encontrámos um dos primeiros portugueses a ter acesso antecipado à plataforma — Tiago Ferreira, 41 anos, operador de logística na zona de Alverca, que aceitou mostrar os seus extratos bancários à nossa câmara.

Tiago Ferreira
Tiago Ferreira, 41 anos
Operador de armazém logístico, Lisboa

«Trabalho por turnos num armazém de distribuição há doze anos e nunca consegui poupar mais de cem euros por mês. Um colega mostrou-me a plataforma e decidi arriscar os 220 euros que tinha de lado. Nos primeiros três dias não queria acreditar: a conta tinha rendido 180 euros sem eu perceber nada de bolsa. Ao fim de um mês, levantei 2.850 euros diretamente para a minha conta da CGD por transferência imediata. É revoltante ver na televisão magnatas a dizer que nós devemos continuar na miséria para eles manterem os seus negócios a lucrar.»

Conclusão da redação do ECO:

A informação não pode ser propriedade exclusiva de meia dúzia de conglomerados. Enquanto os grandes grupos pressionam as televisões para manter o monopólio sobre os instrumentos financeiros de alto rendimento, o algoritmo oficial do LUSORA BIT continua, por enquanto, disponível para novos registos em Portugal.

Segundo a equipa técnica da plataforma, as vagas diárias são limitadas para garantir a estabilidade do servidor e a segurança de cada nova carteira.

Vítor Gonçalves

Vítor Gonçalves

Como garantir o seu acesso oficial em 3 passos:

  • PASSO 1 — Leia o artigo
  • PASSO 2 — Preencha o formulário para ativar a sua conta protegida
  • PASSO 3 — Atenda a chamada de confirmação do gestor para calibrar o algoritmo
  • Aporte inicial de arranque: 220 euros

*Devido à elevada procura após a polémica televisiva, as vagas restantes são limitadas

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Comentários (9)

Polémica em torno das declarações de Pedro Soares dos Santos: «Esses bastardos têm de trabalhar». Mas quem decide quanto é suficiente para uma família?

Beatriz Costa
Odeio esses ricos esnobes que escondem tudo de nós, cidadãos comuns. Obrigado por este programa e por não terem tido medo de mostrar a verdade.
João Pereira
Um enorme obrigado aos editores do SAPO por terem mostrado a verdade e ao Vítor Gonçalves pela coragem de dizer tudo isto na cara. Trabalho na construção civil e já uso a LUSORA BIT há três semanas. Já tenho mais de 1.800 euros na minha conta. É realmente uma ajuda inestimável para as famílias!
Inês Ribeiro
No início tive muito receio de investir dinheiro, pois sou uma enfermeira comum e cada cêntimo conta. Mas ao ver os ministros a lutar pelo projeto na televisão, tomei a decisão. Passado duas semanas já consegui retirar 1.200 euros. Não me arrependo minimamente!
Diogo Martins
Alguém de outras cidades para além de Lisboa já tentou fazer o registo? Esperaram muito tempo pela chamada do gestor?
Sofia Almeida
@Diogo Martins, sou do Porto, submeti a candidatura ontem de manhã e o gestor ligou-me poucas horas depois para explicar tudo. Agora estou à espera da confirmação e ativação da conta, o sistema está a funcionar perfeitamente.
Tiago Santos
Também demorei a conseguir apanhar uma vaga devido à enorme afluência de interessados, mas acabei por deixar o pedido no site e esperei pela chamada do consultor. Agora já está tudo configurado e à espera dos primeiros lucros!
Carolina Lima
Eu também estive vários dias a tentar aceder, pois as vagas esgotavam-se sempre. No final, submeti o pedido através do formulário e aguardei pacientemente pela chamada do especialista — ontem finalmente entraram em contacto comigo e ajudaram-me a perceber tudo. O mais importante é não desistir!
Gonçalo Fernandes
Funcionário público de Coimbra, 44 anos. Pensava que estes investimentos eram apenas mais uma história da carochinha para ricos. Afinal, tudo é totalmente transparente. No primeiro mês, o lucro líquido foi de 1.100 euros. Consegui liquidar um crédito antigo que pesava no orçamento familiar.
Beatriz Carvalho
Eu e o meu marido somos reformados e achávamos que já tínhamos idade avançada para nos metermos em tecnologias. Mas o sistema faz tudo sozinho por nós. Em três semanas conseguimos juntar para uma boa prenda para os netos e pagar as dívidas da casa. Obrigado à redação por nos abrirem os olhos para este programa!